16 May 2009

Museu de Arte Popular

Numa altura em que, um pouco por toda a parte, vai surgindo uma necessidade e vontade de revitalizar aquilo que é próprio de um povo, em que, talvez devido ao isolamento e à alienação de nós próprios a que muitas vezes nos vota a nossa participação proactiva nos afazeres da aldeia global, é a cada vez maior a tendência para revalorizar a diferença, o original, o "único", pretende-se em Portugal encerrar definitivamente um museu de características únicas no nosso país, para, no seu lugar, fazer nascer, à semelhança daquele que já existe em S. Paulo, no Brasil, um Museu do Mar e da Língua Portuguesa, muito moderno e digital, como é próprio da era.

Mas há quem ponha a língua de fora!

Hoje, em Belém, junto ao Museu de Arte Popular.

A partir das 15:00 horas, voluntários e voluntárias bordarão um Lenço dos Namorados gigante.
Ao cair da noite, esta obra será suspensa na fachada do museu.

Organizadoras:

Catarina Portas, empresária A Vida Portuguesa/ Quiosque de Refresco
Rosa Pomar, designer www.aervilhacorderosa.com
Joana Vasconcelos, Artista Plástica
Raquel Henriques da Silva, Professora de História de Arte, FCSH UNL


Porque o Museu de Arte Popular tem amigos, o seu destino tem estado a ser seguido de perto: http://museuartepopular.blogspot.com

15 January 2009

O Natal...


... já lá vai.
Foi bastante conturbado por estes lados.
Entre outras situações pouco felizes, ainda fiquei sem a semana de férias prevista, porque o meu computador resolveu demitir-se de funções exactamente no dia em que eu tinha conseguido "controlar" o trabalho. Não só as férias na semana seguinte tiveram de ser canceladas, como ainda estou a braços com atrasos, resquícios da situação.
No dia 23 ao fim do dia alguém entrou em nossa casa, enquanto estavamos fora para a festa da escola dos miúdos, e saiu com todo o meu ouro. A sensação foi horrível e parece que quando penso nisso ainda me sinto como que "anestesiada"... tantas memórias, de tanto tempo... all gone! Algumas peças muito bonitas mesmo; quase tudo oferecido pela minha avó. Ficou só uma pulseira, que estava guardada separada, uns brincos especiais do tempo da faculdade e os brincos do casamento, que foram da minha mãe e que não levaram por serem de ouro branco. Ficou também um anel de ouro branco. E o meu irmão encontrou caído do outro lado do muro um anel que eu já nem me lembrava que tinha, mas que fiquei felicíssima por recuperar. A fuga terá sido apressada. Diz a polícia que se trata de uma rede muito bem montada (São de leste, que a vizinha bem os ouviu; até o P. os ouviu, antes de sair de casa!). O ouro sai logo do país.
Enfim... nessa noite não dormimos no nosso quarto, porque estava tudo virado em cima da cama e só no dia seguinte é que veio a equipa das impressões digitais (CSI Oeiras!). Chegaram a meio da manhã e é claro que não encontraram nada... foram usadas luvas.
Só à noite, mesmo antes de ir para a mesa da consoada, é que consegui pegar nas coisas despejadas em cima da cama e colocar tudo numa caixa, para "tratar" depois... era uma angústia pesada... e foi só nessa altura que descobri que não tinham levado os brincos. Coloquei-os logo e não voltei a tirá-los :)
Fiquei um bocadinho menos triste.
Ajudou pensar, e sentir, que somos pessoas de sorte; temos a família connosco, temos amigos e estamos bem. Isso é o fundamental.
E a consoada foi festiva, apesar de tudo, com o Cabrito a substituir o habitual perú, que foi vetado pela maioria. O êxito foi estrondoso.
Para o dia seguinte reservou-se o já tradicional Bacalhau Espiritual e a inovação foi o Rolo de Pato, que também estava excelente.
Menos famosa foi a reportagem fotográfica, mas fica o registo possível.

Mas, ainda, digno de nota maior: estreámos uma toalha de mesa bordada pela minha mãe e que me foin oferecida por ela já há alguns anos. Eu sabia, desde que me lembro, que aquela toalha tinha sido bordada sendo a minha mãe muito nova, mas foi o meu pai que, na noite de Natal, datou e contextualizou mais especificamente esse trabalho de bordadeira: "Essa toalha bordava a tua mãe quando namorávamos" :) (dizia ele a sorrir... quem diria!!)

08 November 2008

Defender as crias...


Eu já sabia, por experiência própria de uma vida inteira, que não acontece só na vida selvagem...
Somos crescidos, é certo, mas para os pais continuamos a ser umas crias indefesas e por nós dispõem-se a mostrar as garras e entrar em batalhas que nunca antes quiseram travar.
Somos crescidos, pois somos, mas assim ficamos mais fortes e mais "quentinhos" e podemos voltar a sonhar um bocadinho menos a medo :)






05 November 2008

Às vezes há sonhos...


... que quando decidimos passá-los à prática nos pregam partidas, porque parecem interferir com sonhos de outras pessoas. Então, passamos a sonhar um bocadinho a medo, como se as portas se tivessem fechado, para ocultar o sonho.
Mas eu ainda penso que vale mais abrir as janelas, porque o sol há-de chegar :)



31 October 2008

Dias assim...


Hoje foi um dia assim.

29 October 2008

É tempo...


... de os plantar, mas os meus bolbos continuam à espera de uma manhã com tempo de exclusividade...

Em compensação, quando eu já não esperava (se calhar até esperava, senão porque iria expectante espreitar quase diariamente?), parece que é mesmo desta que a minha estrelízia vai dar mais uma linda flor; a primeira a nascer dela no terraço cá de casa :)



27 October 2008

Sabe bem


Quando os amigos resolvem fazer uns quilómetros e ficar no hotel ao pé de nossa casa (que não tem quarto de hóspedes e está com lotação esgotada!) só porque têm vontade de estar connosco, sabe mesmo muito bem :)

Foi um fim-de-semana quentinho, de mimo e de muito sol :)
A chuva lá fora ajudou a alterar os planos a favor dos mais pequenos, que, mais que tudo, queriam era ficar em casa a usufruir do estarem juntos e a descobrirem-se um pouco mais.
Mas quando a chuva parou, começou outra aventura...



À noite estavam exaustos, como é da praxe, mas felicíssimos, como é da praxe também. Na manhã seguinte, era vê-los, prontíssmos para mais uma dia de actividade intensa, com direito a travessia do Tejo no cacilheiro para a outra banda, subida até Almada Velha no elevador panorâmico da Boca do Vento e visita à fantástica Casa da Cerca. Soube bem deixá-los "à solta" e ficar mais de uma hora a curtir o céu visto de frente... ao abrigo da primeira sombra convidativa que nos apareceu...





E à chegada, ainda fomos brindados com um arco-íris duplo!
Assim são os amigos :)